A saga para construir um time perfeito ? 1ª Parte

Será que existe uma fórmula mágica para construir um time perfeito? Por que será que alguns times são um estrondoso sucesso, enquanto outros um frustrante fracasso?
Estas são as questões que mobilizaram um grupo de especialistas da Google em uma investigação profunda sobre como times funcionam. Afinal, trabalhar de forma colaborativa, segundo levantamento realizado pela Harvard Business Review, corresponde a mais da metade do tempo dos gestores e colaboradores nas empresas nos dias atuais. Times se tornaram a unidade fundamental das organizações, portanto, o sucesso geral do negócio depende de que os times funcionem muito bem.

Com o poder de análise de dados que a Google tem, a investigação cruzou informações de mais de 180 times da companhia, sem, contudo, achar qualquer padrão de que a composição do time - tipos de personalidade, habilidades ou experiência anterior - fizesse qualquer diferença! Quem fazia parte do time não tinha qualquer influência sobre o sucesso do mesmo.

Se não era “quem”, a investigação passou a se concentrar, então, sobre as normas do grupo: as tradições, os padrões de comportamento, as regras não escritas que governam o funcionamento do grupo. E, por aí, os pesquisadores perceberam que como os participantes do time se tratavam uns aos outros era o que, de fato, distinguia os times de sucesso!

Notaram que, nos times que se saíam melhores, havia dois comportamentos entre os participantes do grupo que estavam sempre presentes:
1) todos falavam, na mesma proporção de tempo, isto é, o que cada um tinha a dizer era importante e todos eram ouvidos;
2) todos os participantes tinham uma sensibilidade aguçada para perceber como os demais estavam se sentindo a partir da linguagem não verbal (tom de voz, expressões, etc), ou seja, sabiam exercer a empatia.

Estes são aspectos do que os estudiosos do assunto denominam como “segurança psicológica”, ou seja, uma crença compartilhada entre os membros de um grupo de que é seguro assumir riscos interpessoais, de que ninguém se sentirá embaraçado, rejeitado ou punido por manifestar sua opinião. Em outras palavras, da existência de um ambiente de confiança e respeito mútuos no grupo, no qual as pessoas se sentem confortáveis em serem elas mesmas.

Sensacional! Qual o pulo do gato, então? Como gerar um ambiente de segurança psicológica como o descrito acima? ... tema para a 2ª parte deste artigo.
 
http://www.nytimes.com/2016/02/28/magazine/what-google-learned-from-its-quest-to-build-the-perfect-team.html?_r=0

GEORGE NECYK
george.necyk@ecosocial.com.br
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