O tempero da educação corporativa

Você investiria o seu tempo e recursos financeiros em um curso sobre o futuro? Conseguiria argumentar internamente na sua organização para que o apoiassem nesta jornada? Pois bem, é disso que se trata a educação corporativa. Ou seja, pensar o futuro da organização e transformá-lo em conteúdos, práticas e experiências que permitam visualizar e se aproximar deste lugar que ainda não existe, mas que um dia vai chegar.

Vislumbrar este lugar e construí-lo são processos distintos e complementares que requerem certo grau de disponibilidade, ousadia e uma pitada de criatividade. Aí vai apenas parte da receita para os amantes da gastronomia organizacional, já que para se criar um belo e nutritivo caldo é importante que todos estejam literalmente comprometidos com o vir a ser da organização. E qual será a fome do mercado no futuro? O que a empresa poderá servir? Como irá se organizar para isso? Será possível abrir as portas para que os clientes visitem a nossa cozinha? Diante de tantas indagações a área de recursos humanos muitas vezes ainda encontra-se à margem das discussões estratégicas da companhia e serve apenas o cardápio para a sobrevivência de curto prazo. 

Diante disto não basta simplesmente colocar a faixa de sob nova direção na antiga fachada de treinamento & desenvolvimento para que percebam o movimento de mudança. Atuar nos parâmetros da educação corporativa requer definição e alinhamento da estratégia organizacional, engajamento do time executivo e envolvimento demais pessoas no desenho do novo modelo, além de uma equipe de educação corporativa parceira, capaz de criar, estimular e gerir ações de desenvolvimento conectadas às necessidades do negócio.

Neste sentido, definir um conceito e criar uma identidade é condição sine qua non para não incorrer no equívoco de oferecer comida por quilo no almoço, pizzas no jantar e quiçá rodízio de carnes aos domingos. O desafio consiste em ter diversidade sem perder a identidade para atrair e fidelizar o público correto. Hoje, conceitualmente, a área de educação corporativa deveria abraçar estrategicamente toda a cadeia produtiva, isso significa dizer que o leque é mais amplo e complexo.

Pensando em todos estes aspectos qual seria a cereja do bolo? O resultado da entrega, pois a finalidade da área de educação corporativa é fazer com que o cliente saia alimentado, nutrido e satisfeito. Os pratos servidos precisam ter excelente apresentação, sabor, fácil digestão e ainda deixar um gostinho de quero mais. O segredo deste tempero está na forma de fazer, ou seja, na maneira como didaticamente associamos conteúdos e conceitos que estimulem aprendizados, reflexões e percepções que irão tocar significativamente o paladar do indivíduo, mudar a prática profissional e, portanto, o futuro. 

A grande frustração em relação à área de treinamento & desenvolvimento é não entregar os resultados esperados. Parte deste insucesso deve-se a insuficiência de conhecimentos didáticos (andragógicos), baixa conexão com estratégia, dificuldade de desenvolver fornecedores, etc. e, parte, é decorrente do fato de desconsiderar que o fazer consciente do ser humano precisa estar simultaneamente conectado ao pensar e ao pulsar do sentir. Estes três elementos em sinergia irão alterar significativamente a ação profissional e impactar positivamente no resultado final. 

Com o passar do tempo, novos pratos vão surgindo, ganhando colorido e toque especial. As pessoas estarão habituadas a ousarem outros temperos. Pouco a pouco a construção deste espaço de aprendizagem e liberdade deixará de ser exclusivo da área de educação corporativa e permeará a cultura de toda organização. O aroma e o sabor serão inconfundíveis, atrativos e os resultados bem mais consistentes. Que tal experimentar?

ANGELICA MORO
angelica.moro@ecosocial.com.br
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