Artigo | Dialogar, mediar, atenção plena: competências salvadoras

Peter Susemihl
Consultor e coach do EcoSocial

Elizabeth Cerri
Consultora IMO Brasil


 
Nossa época vive intensamente a polaridade entre dois caminhos de desenvolvimento dos seres humanos. Por um lado, tornamo-nos cada vez mais individuados, cada vez mais cientes de quem somos, do que necessitamos e do que queremos realizar. Por outro, as formas de conexão entre as pessoas mudaram as relações e as estruturas das famílias e das organizações.

O mundo virtual ampliou nossas possibilidades de obtermos informações e nos conectarmos ao mesmo tempo em que nos isolou uns dos outros. Nas organizações, a complexidade das variáveis, a velocidade das mudanças e a evolução nas formas de comunicação estão gerando contingentes crescentes de pessoas que chegam à depressão e ao “burnout”.

Processos e projetos são bloqueados pelos conflitos, nem sempre visíveis e difíceis de diagnosticar. Que desequilíbrio é este que se expressa na polaridade entre a individuação e a capacidade de fazer conexões, de comunicar-se e de lidar com conflitos?

A individuação, embora seja um fenômeno importantíssimo na evolução dos seres humanos, tem nos levado a nos distanciarmos da natureza, a desenvolvermos o intelecto, as ciências, a tecnologia.

Será esse o triunfo do ego? O desenvolvimento da capacidade de dialogar e fazer conexões vem avançando, e ainda não consegue fazer frente aos excessos do polo “ego”.  Qual é nossa parte na missão de frear a evolução galopante rumo à inviabilidade da vida humana em nosso planeta? 

Nossos tempos são os da emergência da busca da contracultura, da sabedoria ancestral, das novas formas de ativismo pacífico, pelo autoconhecimento, pela presença. A Comunicação Não Violenta, a crescente demanda pelas competências de dialogar e mediar e tantos outros fenômenos dos últimos anos nos dão indicações importantes sobre o que o futuro pede de cada um de nós. 

Precisamos promover em escala muito maior a conversa sobre complexidade, cooperação, co-criação e formar uma "massa crítica” de pessoas realmente conscientes e ativas. E, formaremos essa “massa crítica” a tempo? O que está em nossas mãos?

Ouvir empático, auto empatia, estar presente no aqui e agora, dialogar, agradecer... Programas como “Liderar com Presença” e a “Formação de Mediadores Organizacionais” nos colocam juntos e nos fortalecem nessa corrente rumo ao triunfo da consciência plena.

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