ARTIGO | Mantendo a calma

Mônica Barroso
Consultora e coach do EcoSocial
 
Diante da crescente complexidade e ambiguidade do mundo do trabalho, ficamos mais suscetíveis ao estresse e à ansiedade.
 
Ao mesmo tempo em que são tempos de novos desafios e oportunidades, estes novos tempos exigem de nós, indivíduos, cada vez mais consciência e controle sobre nossas emoções.  Ou seja, é preciso darmos uma atenção especial não só ao nosso mundo interno, mas também ao mundo externo, onde as relações acontecem. E mais do que em qualquer outra época da história, as relações humanas contam, e muito, para uma vida plena e realizada.
 
Precisamos uns dos outros para realizar, concretizar, contribuir com o mundo. Mas somos diferentes, temos necessidades individuais, e nem sempre os outros se comportam como esperamos e vice-versa, gerando inquietação, angústia e até indignação.
 
Por isso, relaciono aqui algumas estratégias que podemos usar para manter a calma no nosso dia a dia profissional:
 
Curiosidade pelo outro. Ou seja, partir do pressuposto de que o outro não é mal-intencionado, mas que é um ser humano como nós, com incertezas, imperfeições, fragilidades. Antes de julgar e criticar, vale a pena respirar fundo, dar um passo para trás e procurar saber mais. O que está por trás deste comportamento que me irritou? Quem é essa pessoa nas outras áreas da vida? Qual uma narrativa mais generosa? 
 
É sempre possível ser gentil. O reconhecimento da gentileza como um componente aceitável no ambiente de trabalho moderno é um fenômeno muito recente. Os termos bélicos (atacar o mercado, matar a concorrência etc) estão sendo gradualmente substituídos por qualidades humanas como a empatia, a criatividade, a inovação, e a gentileza é um comportamento fundamental para a construção de ambientes mais abertos, psicologicamente seguros, menos estressantes e competitivos. Mesmo nas situações mais desafiadoras é sempre possível sermos gentis.
 
Foco no propósito maior. É fácil nos envolvermos com micro tarefas do dia a dia e perder a calma. Neste momento, pode ajudar se nos reconectarmos com o propósito maior a que estamos servindo.
 
Dizer não. Esta é uma das principais habilidades na hora de priorizar tarefas, estabelecer nossos limites, e se acalmar diante da sobrecarga de demandas.
 
Negociar consigo mesmo. Uma fonte de inquietação é muitas vezes uma negociação precária conosco mesmos. Ou seja, quando nossos EUs (por exemplo, nossa vida pessoal vs. vida profissional) não dialogam, mas competem entre si, sofremos por culpa, sobrecarga ou dúvida. Promover conversas corajosas entre nossos EUs internos acalmam, apaziguam, trazem senso de propósito.
 
Apreciar as conquistas diárias. Por mais importantes que sejam os grandes objetivos e metas, o bem-estar diário é alimentado pelas pequenas conquistas. Reconhecê-las e apreciá-las é um hábito que podemos exercitar.
 


MÔNICA BARROSO
monica.barroso@ecosocial.com.br
Compartilhe >
Instagram Linkedin Facebook