Artigo | Os benefícios do processo de coaching

CLAUDIA QUEIROZ
Coach, consultora de desenvolvimento organizacional
e mediadora de conflitos do EcoSocial.

 
Por quê hoje se faz necessária a figura do coach e o processo de coaching em um mundo onde estão facilmente disponíveis tantos tipos de terapias? Onde o mister google, ou sua prima a SIRI têm resposta para tudo, e em qualquer livraria pode se encontrar uma legião de gurus nas prateleiras? 

Em um mundo onde todos parecem ter as respostas para todos os problemas, talvez as duas características fundamentais do processo possam abrir uma janela para que se entenda o que torna esse encontro tão único. Primeiro: o coach não tem respostas para nada. Segundo: o processo depende única e exclusivamente do que o cliente está buscando e traz para as sessões.

Muitos dos meus clientes de coaching me procuram porque querem desenvolver determinadas competências ou habilidades, ou ainda achar um caminho para as mudanças que querem empreender, como por exemplo: aumentar sua capacidade de influência e persuasão; ser um líder inspirador; conseguir a tão almejada promoção; melhorar o relacionamento com sua equipe, pares ou superiores; estruturar uma transição de carreira; ou descobrir qual o seu proposito na vida.

Alguns chegam esperando que o coach tenha a solução e mostre a receita perfeita, o passo a passo para atingir seus objetivos. Na prática, o que vai acontecer é uma relação de parceria onde o coach disponibiliza várias ferramentas – que normalmente vêm acompanhadas de perguntas poderosas – para que o coachee (quem está passando pelo processo) possa ampliar sua visão e perceber uma série de questões que, até então, passavam despercebidas ou que não se tornavam conscientes.
O caminho que se estabelece no coaching nem sempre é uma linha reta, pois ele acompanha o desenvolvimento do olhar do cliente e de suas necessidades. E muitas mudanças podem acontecer durante essa jornada.

Recentemente, um cliente ao final de nossa terceira sessão me disse: “OK, entendi. Antes de querer mudar os meus colaboradores, preciso olhar primeiro para dentro e me descobrir. A mudança começa em mim”. Essa consciência deve emergir de dentro para fora. Não é o coach que diz ao cliente, e sim o processo que traz a resposta.

O coaching, por meio de um processo de autodescoberta, possibilita a expansão da consciência sobre si mesmo, o contexto em que se está inserido e qual o impacto que você provoca no ambiente e em suas relações, e também como é impactado por eles. A partir dessa conscientização, é possível expandir e aprofundar sua conexão interna com seus valores fundamentais. Portanto, consciência é a chave para a mudança sustentável, à medida em que se ganha maior clareza sobre quem se é e a forma como se quer atuar no mundo.
 

CLAUDIA QUEIROZ
claudia.queiroz@ecosocial.com.br
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