ARTIGO| Técnicas Sistêmicas: a influência de semelhante sobre semelhante na tomada de decisão

Silvio Ignacio é coach, consultor e mediador de conflitos do EcoSocial, e facilita o curso Intervenções Mediativas + Técnicas Sistêmicas.
Você está prestes a tomar uma decisão que afetará a vida de outras pessoas. Já tem as informações necessárias, mas seu coração ainda não está convencido.  Que recursos ainda podem ser utilizados?

A contingência psicológica – que por vezes nos torna prisioneiros de antecedentes e padrões, ou mesmo analfabetos emocionais – pode caracterizar o grande drama deste momento: a desconexão do indivíduo consigo mesmo e com a sua intuição.

Neste aspecto, as Técnicas Sistêmicas podem ser consideradas como um novo olhar para as situações do cotidiano e para as relações humanas.  Elas surgem como um conjunto de técnicas e posturas inerentes ao ser humano, apresentando caminhos para compreender e influenciar a vida sob ordens ou leis invisíveis aos olhos, mas às quais estamos sujeitos o tempo todo.  

Desde a década 70, inúmeros cientistas de vanguarda vêm desvendando – especialmente no universo da física quântica – elementos de significativo potencial que apontam na direção do (talvez) maior equivoco da atualidade: considerarmos a nós mesmos como matéria.

Desde o Modelo Atômico de Rutherford-Bohr, muito se caminhou no fortalecimento e apego do homem às concepções materiais e no distanciamento da experiência espiritual, chegando ao ponto onde a realidade passou a ser considerada material.  E o que realmente somos?  “O campo”, como Einstein certa vez o chamou sucintamente, “é a única realidade”.

Somos uma “carga de energia e frequência”. Todos os seres humanos e todos os seres viventes estão unidos em um campo de energia pulsante e conectados a todas as outras coisas que existem no mundo. Um Universo atemporal e acessível com muitas coisas possíveis ao mesmo tempo.

Esta visão do Universo também alimentou os estudos do biólogo britânico Rupert Sheldrake, para qual a forma de todas as coisas vivas se auto-organizam. Tudo, desde moléculas e organismos até a sociedade e as galáxias, é moldado por “campos mórficos”. Há uma “ressonância mórfica”, uma influência de semelhante sobre semelhante através do espaço e do tempo. 

Esse fenômeno ancora e torna compreensível a atuação dos princípios fenomenológicos nas técnicas de Constelações Sistêmicas, auxiliando a evidenciar o não visível (ou subliminar) nas relações. Existe uma “inteligência sistêmica” que integra tais princípios fenomenológicos dos sistemas a partir de suas ordens (Pertencimento, Justiça e Ordem ou Hierarquia).

Não dá mais para considerar hoje a paisagem das consultorias, das terapias ou intervenções mediativas sem as técnicas de Constelações Sistêmicas. Elas facilitam na resolução dos impasses, colocam o sistema em movimento e tornam o processo funcional no encaminhamento de soluções. Seja para as partes envolvidas em um conflito, para escolhas profissionais, em processos de consultoria ou decisões relativas a processos de sucessão e qualquer outro que envolva pessoas e suas posições no sistema.

O profissional que almeja aplicar estas técnicas torna-se o próprio instrumento para a leitura do campo, sendo um norteador para a busca de soluções. A qualidade da intervenção vem do seu próprio estado de centramento e da capacidade de conexão.




Saiba mais sobre o curso Intervenções Mediativas + Técnicas Sistêmicas, que acontece de 07 a 09 de Dezembro de 2018, clicando aqui.
 

SILVIO IGNACIO
silvio.ignacio@ecosocial.com.br
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