Joan Melé fala sobre a consciência do uso do dinheiro, no DIÁLOGO PARSIFAL21 do EcoSocial

DINHEIRO E CONSCIÊNCIA. Este foi o tema do 22º DÍALOGO PARSIFAL21, que aconteceu neste dia 4 de outubro, na sede do EcoSocial, em São Paulo-SP. O evento teve transmissão simultânea para salas em Curitiba-PR (com apoio da Pelissari Gestão e Tecnologia), São José dos Pinhais-PR (com apoio do Shopping São José), Rio de Janeiro-RJ (com apoio da Folha Dirigida), Gravatá-PE (com apoio da ACIAG, Graúna e GAMR), Porto Alegre-RS, Salvador-BA, e para mais uma sala em São Paulo-SP (com apoio da Plongê Gente e Gestão).
O DIÁLOGO PARSIFAL21 é uma iniciativa do EcoSocial criada para promover o conhecimento e o intercâmbio sobre novas formas de fazer negócios com propósito e impacto socioambiental positivo, e tem como apoiadores a Design do Pensamento, a Plongê Gente e Gestão, e Carolina Camargo.

Nesta edição, o convidado foi o espanhol Joan Melé, economista, empresário, palestrante internacional e ex-sub-diretor geral da filial espanhola do Triodos Bank. O banco holandês, considerado pioneiro como banco ético, possui mais de 600 mil correntistas na Europa e atua com a missão de financiar empresas, instituições e projetos que promovam valores culturais e beneficiem a sociedade e o meio ambiente.
 
No Brasil para uma série de eventos promovidos pelo EcoSocial em parceria com a Fundação Avina, Joan Melé jogou luz sobre a importância da consciência a respeito do significado do dinheiro, e de que forma ele pode ser usado por pessoas e empresas para mudanças positivas e sustentáveis no mundo.

Crise e propósitos
 
Melé abriu o evento falando a um público atento, e sugeriu reflexões sobre a crise do modelo econômico atual, com suas grandes tensões, conflitos e contradições. O palestrante também ressaltou as gigantescas diferenças sociais mundiais, a falta de ética e de valores, os gargalos da educação convencional e a inexistência de educação financeira, entre muitos outros fatores que contextualizam o que ele destaca como “uma ferida social e ambiental que precisa ser curada”. Para isso, pontuou a necessidade de uma estrutura social fundamentada no Ser Humano. “Estamos a serviço do dinheiro, ou a serviço do ser humano?”.
 
Joan trouxe o propósito como sendo o fundamento para a geração das ideias, dos processos e dos objetos resultantes para a sociedade. “As ideias criam os modelos sociais. Portanto, modelos sem propósitos resultarão em perda da ética”, destacou. A urgência de uma mudança da visão materialista reducionista atual para uma visão holística integrativa, cooperativa e humana também foi abordada. “A Economia é fundamentada em seres humanos, trabalho, na terra e relações. Ela funciona a partir do princípio da dependência mútua, e não da concorrência”.
 
“Para uma economia mais fraterna,
é preciso se ter consciência do dinheiro”
 
Melé falou do consumo consciente e de seu impacto na transformação social. “A economia não pode crescer mais, ela precisa é amadurecer. E para isso, é preciso que nós amadureçamos. Considerando que o mercado somos nós, se todos mudarmos nossa maneira de pensar, de ser, de agir e de investir nosso dinheiro, a direção do modelo econômico mudará também”. Ele explica que existem três grandes formas de uso do dinheiro: para comprar, poupar e doar. E para que possamos nos conhecer melhor e ampliar nossa consciência sobre o dinheiro, propõe que nos façamos perguntas como:
 
“O que, por que e de quem eu compro?”
 
“Quanto dinheiro, por que e onde eu poupo?”.

“Quanto, por que e a quem eu doo?”

 
 E finaliza:
 
“É preciso fazer negócios de outra maneira. Se um banco pode mudar, qualquer pessoa ou empresa também pode. Não é utopia. É necessário apenas traçarmos um plano estratégico e começarmos a caminhar. E juntos. Vivemos em uma época em que precisamos criar alianças, pois sozinhos é muito mais difícil”.
 


Compartilhe >

EcoSocial

Newsletter

Linkedin Facebook