Por Maria Angélica Carneiro,
coach MCC, consultora organizacional,
co-diretora e fundadora da Escola de Coaches do EcoSocial
Equipes no ambiente de trabalho são, ao mesmo tempo, uma resposta à complexidade das organizações e também um elemento complicador, visto que um time pode ser funcional ou disfuncional. Este é o grande dilema.
“Proximidade” ou “distância”, e “movimento” ou “estagnação” referem-se às tensões repetitivas, frequentemente inconscientes, que impedem um grupo até mesmo de realizar o trabalho de resolver problemas ou chegar a um acordo sobre necessidades conflitantes.
A intenção com um trabalho de grupo é trocar a experiência do “ou/ou” pela do “e/e”. Quando recebem o coaching para abraçar a experiência paradoxal, os grupos naturalmente procuram aproveitar os insights, a conscientização e a escolha que está disponível.
Trata-se de uma mudança de paradigma para um trabalho de grupo que enfatize a resolução de conflitos com uma abordagem que acolhe o conflito como a semente da criatividade para novas soluções.
No Coaching de Grupos – ou Team Coaching, a atenção é voltada para o padrão de comportamento observado no campo do grupo, independentemente do conteúdo orientado para o resultado que está sendo abordado.
Sempre haverá́ mais sob a superfície do que os olhos conseguem visualizar. E os profissionais responsáveis pela definição de estruturas e construção de times devem estar atentos às dinâmicas conscientes e inconscientes intrínsecas ao cenário empresarial.
Existem padrões comportamentais sutis e resultantes de percepções que são intrínsecos à condição humana. A vida emocional dos vários membros de um grupo, assim como as diversas peculiaridades inerentes a cada personalidade individual poderá causar desvios em relação às tarefas estabelecidas por um time.
É preciso aceitar e perceber que abaixo da superfície da racionalidade humana residem várias forças psicológicas sutis capazes de sabotar a maneira como as equipes operam.
É preciso criar espaço para estas conversas, colocá-las na agenda do time.
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