Por Andrea Aragão
Coach de executivos e de times, associada ao EcoSocial.
Ao longo da minha trajetória, pude experimentar de perto a cultura da pressa em diferentes setores.
No supply chain, a eficiência da entrega era decisiva para garantir a venda e o resultado financeiro. Na tecnologia da informação, os prazos de implementação sistêmica eram inegociáveis para a viabilidade dos projetos. E, até mesmo no comercial de ONGs, as metas rígidas determinavam o crescimento e a sustentação da operação.
Em todos esses contextos, a velocidade era vista como sinônimo de sucesso. Mas, com o tempo, percebi que essa lógica cria ambientes em que as pessoas correm sem chegar: reuniões sem fôlego, relações superficiais e pouca criatividade para inovar.
Hoje vejo que a verdadeira eficiência nasce do equilíbrio, com processos bem enraizados, relações saudáveis e lideranças conscientes.
A antroposofia nos lembra que organizações são organismos vivos — e como tal, precisam de ritmo. No livro ‘Os doze dragões’, Lex Bos nos provoca a domar o dragão da pressa e enxergar que não é possível comprimir tudo no menor tempo possível.
Vida, cultura e relacionamentos precisam de presença, não apenas de velocidade.
Talvez o maior desafio agora não seja correr mais, mas aprender a habitar o tempo com sabedoria.
Se sua empresa vive a dor da pressa e sente os efeitos da cultura da velocidade, talvez seja hora de experimentar outro caminho: cultivar presença para transformar resultados.
Fica a pergunta para você: Que cultura está sendo construída na sua organização? Uma que alimenta a vida ou uma que drena a vitalidade em nome da pressa?
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