ARTIGO | Como avaliar um profissional de desenvolvimento?

Por Peter Susemihl
(Coach de executivos, mediador de conflitos econsultor do Ecosocial)
e Beth Cerri (IMO Brasil)
 
Quem entre nós, mediadores, se lembra do momento em que se sentiu realmente “mediador” pela primeira vez?
 
Pode ter sido aquele momento em que, durante o processo de mediação, os clientes começaram a dialogar entre si - sendo que antes só olhavam e falavam para o mediador? O instante em que um deles mostrou emoção e o ambiente mudou? Ou ainda, a lembrança de como os clientes voltaram à segunda etapa da mediação com a postura transformada?
 
De maneira não muito diferente, também como coaches ou como consultores vivenciamos o momento em que algo se transforma e o campo das possibilidades se reabre.
 
O prenúncio dessas vivências já aconteceu durante seu processo de formação como mediador, durante as situações simuladas. Um caso real, que tem os colegas como “figurantes” e, de repente, a surpresa das emoções verdadeiras que afloram, o campo do conflito que se manifesta.
 
Para possibilitar estes momentos, você precisou desenvolver em si a coragem para se tornar vulnerável. Porém, esta coragem não veio de forma fácil. Foi necessário estudar e praticar muito, para que, em algum momento, pudesse encontrar aquele lugar especial que se situa na polaridade entre a técnica e a presença verdadeira e sensível. Isso vale tanto para o mediador como para o coach ou para o consultor.
 
Em última instância, não é seu certificado de conclusão de curso que atesta que você é mediador, coach ou consultor e sim a sua capacidade de construir o espaço em que os clientes se conectem com a própria questão e tenham insights sobre sua relação com ela, sobre suas atitudes e se disponham a transformá-las. É o seu cliente que o atesta como profissional de desenvolvimento.
 
Então, como podemos proteger o cliente dos “charlatões”, debate levantado pela recente polêmica em torno da regulamentação da profissão do coach?
 
Acreditamos que regulamentações e “reservas de mercado” não serão suficientes. O cliente precisa saber o que esperar de nós mediadores, coaches e consultores. Nossa tarefa não é só encontrarmos, cada um, seu “swing” como mediador. É também discutirmos, entre nós, nosso Código de Ética, nossos Princípios de Atuação, nossos Propósitos. E divulgá-los.
 
É mais que uma responsabilidade; é uma tarefa!

PETER J. SUSEMIHL
peter.susemihl@ecosocial.com.br
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