Empreendedorismo social e Sistema B guiaram a fala de Marcel Fukayama no 25º Diálogo Parsifal21

Dando continuidade ao tema “Que impacto você quer causar com seu negócio?”, que vem conduzindo os encontros de 2018, o 25º DÍALOGO PARSIFAL21 do EcoSocial, ocorrido neste dia 8 de junho, recebeu como convidado Marcel Fukayama, co-fundador da empresa Din4mo e do Sistema B Brasil. Marcelo foi reconhecido como um dos jovens da lista Forbes 30 abaixo de 30.
 
Atuando na aceleração de negócios de impacto, a Din4mo financia e empodera empreendedores cujo modelo de negócio desenvolvido tem como foco a resolução de problemas sociais. Já o Sistema B é um movimento global que visa a construir um ecossistema favorável ao fortalecimento de empresas que usam a força do mercado para solucionar problemas sociais e ambientais.
 
 
Uma trajetória pelo
empreendedorismo social
 
Marcel abriu sua fala contando um pouco da sua história pessoal. Ainda adolescente, empreendeu em lan houses, por enxergar no negócio uma grande oportunidade de inclusão social e digital. Teve participação ativa na regulamentação da atividade no país, e “virou a chave” a partir de um câncer aos 23 anos, que o fez pensar na sua missão de vida e no legado que gostaria de deixar ao mundo. Marcel ainda comentou sobre a passagem pela CDI, organização social voltada ao empoderamento digital, antes da co-fundação do Sistema B Brasil e da D4namo. “Percebi que queria fazer mudanças sistêmicas, encontrar soluções escaláveis e viáveis para acelerar uma mudança que já estava sedo percebida no mundo”, relembrou.
 
Com exemplos de empresas globais que já aderiram à certificação B como Natura, Danone, e Bens and Jerry’s, e locais como Mãe Terra e Juçaí, o empreendedor social com formação em administração pública pela London School of Economics destacou para o público presente no evento a missão e a atuação do Sistema B no mundo, estruturadas no propósito, na responsabilidade e na transparência.
 
O evento teve transmissão simultânea direto da sede do EcoSocial, em São Paulo-SP, para salas da Plongê e FESP (ambas na capital paulista), Sulamérica (em São Paulo e no Rio de Janeiro), Pelissari (Curitiba-PR), Shopping São José (São José dos Pinhais-PR), Gold Standard Investimentos (Salvador-BA), e ESPM-Sul (Porto Alegre-RS).
 
Confira algumas declarações de Marcel Fukayama no 25º DÍALOGO PARSIFAL21 do EcoSocial:
  
“A institucionalização das práticas, colocando os compromissos com os pilares do Sistema B no estatuto da empresa ou em seu contrato social é o que garante que essas práticas se sustentem em longo prazo. Confiamos muito no processo da certificação, pois ele é 100% verificado na prática.”
 
“Existem mudanças estruturais que precisam ser feitas na educação e que não estamos vendo acontecer. Não estamos ensinando as novas gerações a aprender a aprender, a lidar com as ambiguidades, que são as habilidade necessárias em um futuro ainda mais automatizado.”
 
“É um privilégio poder viver em 2018, com a abundância de recursos e tecnologias. Temos uma enorme responsabilidade de usá-los para transformar a sociedade. A mudança no status quo começa conosco mesmos, sendo agentes da transformação onde estivermos, criando soluções de mercado que irão influenciar essas mudanças.”
 
“Lucro é, sim, fundamental, pois empresa morta não gera impacto positivo. Mas lucro dentro da regra do jogo, que deve passar a incluir não só a geração como também a distribuição da riqueza.”
 
 

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